fio lento a gorgolejar palavras
a rasar as auroras invernais na pele dos fracos.
O medo a pairar sobre o norte
dependurado num fio de seda
a balouçar para lá e para cá
pelos invernos todos
a dourar a morte.
"deram-me o lado molhado da casa para viver, em redor a terra saturada de voláteis sementes, os tanques de abundante água e a fértil noite fedendo a seda calcinada das últimas visões" Al Berto in "O Medo"